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sábado, 9 de outubro de 2010

Conto (que não é) de fadas

Era uma vez uma lagarta sorridente, que ria de tudo e ria para o mundo. Ela morava com a sua família (pai, mãe e irmão) numa floresta no sul do Japão. Ao alcançar a maioridade ela se mudou para a Índia a fim de estudar Kathakali. Passou então a morar com uma joaninha que se tornou sua grande confidente. Alguns meses se passaram e a saudade de casa só aumentava. Até que num feriado que teve, a lagarta resolveu ir visitar seus pais. Foi pensando que iria encontrar todos muito bem, mas infelizmente nada estava mais como era antes... Seus pais viviam brigando, seu irmão não tinha mais um sorriso no rosto, tudo era problema para seu pai e sua mãe vivia chorando pelos cantos. A lagarta ficou sem saber como reagir a essa situação, esperava encontrar a boa companhia da sua família e poder dar as risadas que dava enquanto jantavam juntos e lembravam do passado, mas eles nem faziam mais as refeições na mesma mesa...
A lagarta chorou muito sozinha a beira do rio, não chorou pela situação em que se encontrava sua família naquele momento, mas porque algo dentro se si lhe dizia que nada mais seria como antes.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Um coração partido

Chovia no jardim da bela joaninha solitária. Um dia ela havia sido muito feliz ao lado do seu amado amigo apaixonado, o bicho-pau. Mas de uns tempos para cá o sol não brilhava mais aos olhos da pequenina joaninha, pois aquele em que ela mais confiava, o bicho-pau, a havia enganado, e assim ferido seu coração da bondosa joaninha. Desde de então ela jurou nunca mais acreditar em nenhum inseto macho, o trauma havia sido tamanho a ponto dela se isolar do mundo e não querer mais se aventurar pelo seu adorável jardim. Até hoje, passado meses desde o ocorrido, ela ainda não sabe ao certo em quem acreditar e se será possível um dia ela voltar a amar.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sonho

Abri os olhos e me dei conta de que estava em uma cama. O quarto era grande e bonito, com paredes brancas, um aparelho de televisão de última geração, roupa de cama branca com detalhes bordados a mão. A cama era gigantesca e muito macia. Não sabia ao certo meu paradeiro, mas descobri assim que enxerguei a pele lisa do seu pé moreno. Lembrei-me de tudo o que havia se passado na noite anterior. Beijei então a sua coxa rígida e definida, enrolei-me no lençol e fiquei completamente extasiada admirando as marcas que o tempo havia deixado na sua face. Senti um calafrio e fui fechar a janela. Quando me virei, você estava deitado de lado com a cabeça apoiada na mão, me observando com um sorriso que não mostrava os seus dentes brancos, mas que era totalmente afetuoso. Essa sua imagem jamais me saiu da memória, até hoje me lembro da sua voz rouca, naquele momento, me dizendo: "Bom dia, amor!".